Como é calculado o valor da pensão alimentícia? Entenda o que a Justiça considera
Descubra como a Justiça calcula o valor da pensão alimentícia, quais critérios são analisados e por que não existe um percentual fixo definido por lei.
Barbara D'Almeida
1/30/20261 min read
Introdução
Uma das dúvidas mais comuns quando se fala em pensão alimentícia é: “quanto vou ter que pagar?”.
Muitas pessoas acreditam que existe um percentual fixo definido em lei, como 30% do salário, mas isso não é verdade.
O valor da pensão alimentícia é definido caso a caso, levando em conta uma série de fatores que envolvem tanto as necessidades do filho quanto as possibilidades financeiras do genitor responsável pelo pagamento.
Como a Justiça calcula a pensão alimentícia?
O principal critério utilizado pelos juízes é o chamado binômio necessidade x possibilidade, previsto no Código Civil.
Isso significa que o valor deve ser:
suficiente para atender às necessidades do filho
compatível com a real capacidade financeira de quem paga
O que entra nas necessidades do filho?
A Justiça analisa, por exemplo:
alimentação
moradia
educação (escola, material, cursos)
saúde (plano, medicamentos, tratamentos)
vestuário
lazer compatível com a idade
Cada criança tem uma realidade diferente, e isso influencia diretamente no valor da pensão.
O que entra nas possibilidades do genitor?
Do outro lado, o juiz também avalia:
renda comprovada (salário, pró-labore, aposentadoria)
existência de outros filhos
despesas essenciais
situação profissional (emprego formal, autônomo, desemprego)
A pensão não pode comprometer a subsistência de quem paga, nem ser fixada de forma automática ou genérica.
Existe percentual fixo de pensão alimentícia?
Não.
Percentuais como 20% ou 30% são apenas referências comuns, mas não regras obrigatórias.
O valor pode ser:
um percentual da renda
um valor fixo mensal
ou uma combinação de ambos
Tudo depende das provas apresentadas no processo.
Conclusão
O cálculo da pensão alimentícia exige análise individualizada.
Quando o valor é definido sem considerar corretamente a realidade financeira do genitor, pode gerar injustiça e desequilíbrio.
Por isso, é fundamental contar com orientação jurídica para garantir que o valor seja justo, proporcional e juridicamente adequado.


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